
O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso em Praia Grande, no litoral de São Paulo, após uma denúncia que está sendo investigada pela polícia. O religioso é suspeito de estupro de vulnerável.
Segundo o registro policial, uma jovem de 19 anos afirmou que teria sido vítima de abuso após passar um período de convivência com o padre. Ela e o namorado, de 18 anos, conheciam o religioso havia cerca de três meses e frequentavam a igreja onde ele atuava.
A jovem contou às autoridades que o padre costumava oferecer bebidas alcoólicas ao casal e teria insistido para que os dois consumissem. De acordo com o depoimento, ela teria informado que enfrentava problemas relacionados ao álcool, mas as ofertas continuaram.
O caso também envolve uma visita do casal à casa do sacerdote. Conforme o relato apresentado à polícia, a jovem teria sofrido uma abordagem de natureza sexual enquanto o namorado apresentava sinais de sonolência após consumir bebida alcoólica.
A denunciante ainda afirmou que o padre teria oferecido ajuda financeira aos dois em diferentes situações, mencionando possíveis pagamentos de habilitação, compra de materiais para um salão de beleza e até a possibilidade de o casal morar em sua residência.
PRISÃO
A prisão foi realizada na sexta-feira (4) por policiais da Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande, após o cumprimento de uma determinação judicial.
Além da prisão, foram impostas medidas para evitar contato entre o investigado e as pessoas envolvidas. O padre deverá permanecer a pelo menos 300 metros das vítimas e não poderá manter comunicação com elas.
Ele também foi proibido de frequentar determinados locais onde as vítimas costumam estar.
DEFESA
O advogado João Paulo Silva Rocha, responsável pela defesa do padre, afirmou que a prisão tem caráter cautelar e não significa que houve condenação.
Segundo a defesa, a investigação tramita em sigilo e os advogados ainda não tiveram acesso a todos os documentos do caso. Durante a audiência de custódia, foi solicitado que a prisão fosse substituída por outras medidas.
O caso segue em investigação, e a responsabilidade do religioso ainda será analisada pela Justiça.
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