Três policiais militares foram presos preventivamente, acusados de torturar até a morte um homem no município de Gravatá, no Agreste de Pernambuco. A decisão foi tomada pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
Foram presos o 2º sargento Rogério Cristovão de Arruda, o 3º sargento Marcos Fernandes Barros Filho e o cabo David Raniere de Albuquerque. Os três foram encaminhados ao Centro de Reeducação da Polícia Militar (Creed), em Abreu e Lima.
Segundo o MPPE, a vítima, Renato Lourenço da Silva Nascimento, foi abordada por policiais no dia 29 de janeiro de 2024, sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.
A denúncia aponta que Renato foi mantido sob custódia e levado para diferentes locais, onde teria sido agredido física e psicologicamente para revelar a localização de drogas.
Ainda de acordo com a acusação, os policiais levaram a vítima até o Bosque dos Universitários, às margens do Rio Ipojuca, onde ela teria sido submetida a tortura por afogamento, morrendo no local.
O Ministério Público afirma que os policiais tentaram apresentar a morte como consequência de uma fuga seguida de afogamento acidental. No entanto, laudos periciais apontaram lesões compatíveis com o uso de algemas e sinais de violência pelo corpo da vítima.
Ao determinar as prisões preventivas, o TJPE entendeu que havia risco para a instrução do processo e para a ordem pública. O caso segue em tramitação na Justiça, e os policiais responderão às acusações no decorrer da ação penal.

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